quinta-feira, 13 de novembro de 2025

O FOGO A CADA MANHÃ


“O fogo, pois, sempre arderá sobre o altar; não se apagará; mas o sacerdote acenderá lenha nele cada manhã, e sobre ele porá em ordem o holocausto, e sobre ele queimará a gordura das ofertas pacíficas. O fogo arderá continuamente sobre o altar; não se apagará” (Lv. 6:12-13) 

A Palavra afirma que nós somos templo do Espírito Santo, lugar de adoração e habitação do Senhor nosso Deus.

“Não sabeis que sois santuário de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós?” (I Co. 3:16)

O altar deste templo é o nosso coração, onde o fogo do Espírito deve arder continuamente.

“Não apagueis o Espírito.” (I Ts. 5:19)         

O fogo representa o Espírito Santo e devemos manter essa chama acesa todos os dias da nossa vida. 

Na palavra de Deus encontramos três tipos de fogo, do diabo, fogo estranho, e fogo de Deus. 

Para entendermos melhor como manter essa chama acessa temos que saber qual chama está sendo acessa na nossa vida, qual fogo estamos alimentando.

             I.        O fogo do diabo

“Também opera grandes sinais, de maneira que até fogo do céu faz descer à terra, diante dos homens. Seduz os que habitam sobre a terra por causa dos sinais que lhe foi dado executar diante da besta, dizendo aos que habitam sobre a terra que façam uma imagem à besta, àquela que, ferida à espada, sobreviveu.” (Ap. 13:13-14) 

O fogo de Satanás é usado para enganar a humanidade, fazendo sinais que parecem poderosos.

O inimigo tem usado este fogo para tirar as pessoas da presença de Deus e levá-las a servi-lo.

           II.        O fogo estranho.

“Nadabe e Abiú, filhos de Arão, tomaram cada um o seu incensário, e puseram neles fogo, e sobre este, incenso, e trouxeram fogo estranho perante a face do SENHOR, o que lhes não ordenara.” (Lv. 10:1)

O fogo estranho que pode estar dentro da própria igreja.

O fogo estranho é o fogo apresentado no altar de Deus, mas não é fogo de Deus.

O fogo estranho engana a muitos, mas não provem de Deus, ele é representado por falsas profecias, falsos dons, por pessoas que se dizem de Deus, mas não vivem para Ele.

          III.        O fogo de Deus

“Porque João, na verdade, batizou com água, mas vós sereis batizados com o Espírito Santo, não muito depois destes dias.” (At. 1:5)

 Este é o fogo que devemos receber a cada dia, a chama que deve ser acesa diariamente.

Este é o fogo de Deus, o Espírito Santo, e Ele nos capacita para levarmos a palavra de Deus, a sermos verdadeiras testemunhas de Jesus em todo lugar.

“Mas recebereis poder ao descer sobre vos o Espírito Santo, e ser-me-eis testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria e até aos confins da terra.” (At. 1:8)

Este é o fogo que devemos manter aceso.

Agora que compreendemos qual fogo deve ser aceso em nossa vida, veremos como o manter aceso.

“...Mas o sacerdote acenderá lenha nele cada manhã.” (Lv. 6:12b)

Isto é o que devemos fazer a cada dia para mantermos o fogo do Espírito Santo ardendo dentro de nós, devemos colocar Lenha, devemos nos alimentar da palavra de Deus a cada dia.

Quantas pessoas têm deixado o fogo se apagar, quantos tem se esfriado na fé, isso ocorre por não se alimentarem da palavra de Deus.

Outro ponto fundamental neste versículo é, “cada manhã”.

Quantas vezes ficamos preocupado em acender a chama para a semana toda, mas o Senhor disse que é a cada manhã, a cada novo dia iremos nos alimentar da palavra de Deus e assim manteremos a chama acessa, a cada dia um novo dia.

Jesus quando estava ensinando como orar Ele disse: “O pão nosso de cada dia dá-nos hoje.” (Mt. 6:11)

Pare de buscar o pão de semana em semana, busque o pão de cada dia.

O Senhor nos disse para vivermos cada dia e vivermos para Ele, o pão de cada dia, a vontade do Senhor a cada dia, a palavra que Ele tem para nós a cada dia, assim manteremos a chama acessa todos os dias.

Assim se cumprirá em nossas vidas.

“O fogo arderá continuamente sobre o altar; não se apagará.” (Lv. 6:13)

 Somos a geração de sacerdotes.

Deus conta conosco e somos levados a buscar mais da Sua presença.

Existe um fogo, uma essência dentro de nós que necessita ser tocada a cada dia pelo Senhor.

Nós somos este altar, e devemos projetar a excelência todos os dias, e é através desta busca diária, que atraímos o Fogo do Alto, aquele que toca cada um de nós individualmente.,

Deus está nos aguardando para derramar do seu Fogo, mas se faz necessário, que todo aquele que deseja mais fogo e mais glória, coloque lenha sobre si mesmo.

Busque Deus mais profundo ainda em vida, se entregue, se lance e com isso vamos conhecendo o Senhor mais e mais, o que vamos buscar é a intimidade, é a sua revelação e todo o seu amor.

Precisamos estar em ordem, não é só por a lenha, mas sim organizar o tempo e o dia, para oferecer ao Senhor muita lenha no altar e este altar é você.

E como está sua lenha?

Deus diz que o fogo arderá diariamente, mas para isso, é necessário deixar o pecado e tudo que impede você de se lançar no fogo de Deus

Como sacerdotes, nós somos os responsáveis pela manutenção do fogo no altar cada manhã e durante todo o dia.

A lenha, velho homem, deve ser queimada todos os dias, nada da nossa velha natureza pode ser poupada do fogo.

O holocausto, o sacrifício do cordeiro Jesus, deve ser ordenado acima da lenha que queima, mostrando que as coisas do Senhor e sua Obra devem estar acima dos interesses humanos, e bem ordenados para que o nosso testemunho glorifique a Deus e lhe seja agradável, como o aroma da gordura queimada sobre o altar, como ofertas pacíficas e voluntárias.

Para que isso seja uma realidade na nossa vida, o fogo precisa arder continuamente no altar do nosso coração.

Amém!!!

Pr. Alcir Marinho


terça-feira, 11 de novembro de 2025

A FORÇA QUE TRANSFORMA

 

"Apascentava Moisés o rebanho de Jetro, seu sogro, sacerdote de Midiã; e, levando o rebanho para o lado ocidental do deserto, chegou ao monte de Deus, a Horebe. 2Apareceu-lhe o Anjo do Senhor numa chama de fogo, no meio de uma sarça; Moisés olhou, e eis que a sarça ardia no fogo e a sarça não se consumia. 3Então, disse consigo mesmo: Irei para lá e verei essa grande maravilha; por que a sarça não se queima? 4Vendo o Senhor que ele se voltava para ver, Deus, do meio da sarça, o chamou e disse: Moisés! Moisés! Ele respondeu: Eis-me aqui! 5Deus continuou: Não te chegues para cá; tira as sandálias dos pés, porque o lugar em que estás é terra santa.” (Ex. 3:1-5) 

Quantas vezes você já se perguntou: “Será que sou forte o suficiente para enfrentar isso?”

Vivemos em uma cultura que valoriza a autossuficiência, celebra conquistas pessoais e mede o sucesso pela força humana. Entretanto, a Bíblia nos oferece uma perspectiva completamente diferente. A história de Moisés, um homem inseguro e hesitante, nos ensina que o verdadeiro poder não está em nossas habilidades ou realizações, mas na força de Deus que opera através de nós.

Imagine-se no deserto, diante de uma sarça ardente que não se consome, ouvindo a voz de Deus chamando seu nome.

Mas, Moisés, um fugitivo e pastor de ovelhas, foi confrontado com sua própria limitação e com a santidade do Deus Todo-Poderoso. Ele não foi escolhido por sua força ou eloquência, mas para que o poder divino fosse revelado através de sua fraqueza. Essa história nos convida a refletir: será que estamos confiando mais em nossas capacidades do que na força de Deus?

O chamado de Moisés é um lembrete poderoso de que Deus não precisa da nossa perfeição ou força; Ele deseja nossa dependência e obediência. Assim como Moisés precisou aprender que “não é quem ele é, mas quem Deus é” que importa, também somos desafiados a abandonar nossa autossuficiência e confiar plenamente no Senhor.

Que esta reflexão nos conduza a uma nova compreensão sobre o que significa viver pela força divina e não pela nossa própria.

              I.        Reconhecendo o Sagrado

“Então disse Deus: ‘Não se aproxime. Tire as sandálias dos pés, pois o lugar em que você está é terra santa.” (Ex. 3:5)

 A cena da sarça ardente marca um dos momentos mais emblemáticos da revelação divina na história bíblica. Quando Deus ordena a Moisés que tire as sandálias, Ele não apenas estabelece um gesto de reverência, mas redefine a relação entre o homem e o Criador. Essa ordem simples carrega um significado profundo: a santidade de Deus exige uma postura de humildade e respeito diante d’Ele.

Desde o início, Deus comunica a Moisés que Sua presença transforma o comum em extraordinário. O solo, antes apenas terra, torna-se santo pela presença divina. Esse conceito nos lembra que a santidade de Deus não é apenas um atributo entre outros, mas a essência de quem Ele é. A santidade de Deus é sua natureza, e a natureza de Deus é sua santidade. Assim, aproximar-se d’Ele requer reconhecer essa realidade e ajustar nossas atitudes e comportamentos.

Ao pedir que Moisés tire as sandálias, Deus simbolicamente convida o homem a deixar para trás tudo o que é terreno e impuro. As sandálias, sujas pelo pó do mundo, representam aquilo que nos conecta à nossa humanidade falha. Esse gesto nos ensina que estar diante de Deus exige abandonar nossas pretensões e nos despir de tudo aquilo que possa nos afastar de Sua santidade.

Além disso, esse encontro redefine o relacionamento entre Moisés e Deus. Não se trata mais de um diálogo entre iguais ou de uma negociação. Moisés é confrontado com a transcendência divina e aprende que qualquer aproximação deve ser marcada por reverência absoluta. A Reverência é essencial à adoração. Esse princípio permanece válido para nós hoje: ao reconhecermos a santidade de Deus, somos levados a uma postura de adoração genuína e submissão total.

A santidade divina também estabelece um padrão para nosso comportamento. Em Levítico, Deus ordena: “Sejam santos porque eu, o Senhor, seu Deus, sou santo.” (Lv. 19:2)

Assim como Moisés foi chamado a ajustar sua postura diante da sarça ardente, somos chamados a viver vidas separadas do pecado e dedicadas ao serviço de Deus. Essa separação não significa isolamento do mundo, mas uma vida transformada pela presença divina.

O reconhecimento da santidade de Deus nos conduz à confiança em Sua soberania. Aquele que é completamente santo também é completamente digno de nossa fé e obediência. Como Davi declarou no Salmo 99:9: “Exaltem o Senhor nosso Deus e prostrem-se diante do seu santo monte, pois o Senhor nosso Deus é santo.” (Sl. 99:9)

Portanto, “tirar as sandálias” não é apenas um ato físico; é uma postura espiritual. É reconhecer que estamos diante do Santo dos Santos, cuja presença transforma tudo ao nosso redor e dentro de nós.

Que possamos aprender com Moisés a nos aproximar de Deus com reverência e humildade, permitindo que Sua santidade molde nossas vidas para refletir Sua glória no mundo.

           II.        A Fraqueza Humana e a Força Divina

“Mas ele me disse: ‘Minha graça é suficiente para você, pois o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza.’ Portanto, me gloriarei ainda mais alegremente em minhas fraquezas, para que o poder de Cristo repouse sobre mim.” (II Co. 12:9-10

 A história de Moisés e o ensinamento de Paulo em 2 Coríntios 12:9-10 revelam uma verdade central da vida cristã: Deus não escolhe os capacitados ou os fortes aos olhos do mundo, mas manifesta Sua força na fraqueza humana. Este princípio desafia a lógica convencional, que valoriza autossuficiência e habilidades pessoais, ao nos convidar a depender inteiramente da graça divina.

Em Moisés, vemos um homem que, diante do chamado de Deus, reconheceu sua própria insuficiência. Ele questionou sua capacidade de liderar Israel e apresentou suas limitações como desculpas.  “Vem, agora, e eu te enviarei a Faraó, para que tires o meu povo, os filhos de Israel, do Egito. 11Então, disse Moisés a Deus: Quem sou eu para ir a Faraó e tirar do Egito os filhos de Israel?” (Ex. 3:10-11)

No entanto, Deus não o escolheu por sua força ou eloquência, mas para demonstrar que Sua presença e poder seriam suficientes. Assim como Moisés foi chamado a confiar em Deus, Paulo também aprendeu essa lição ao lidar com seu “espinho na carne”. Apesar de sua aflição persistente, Paulo entendeu que suas fraquezas eram oportunidades para que o poder de Cristo fosse plenamente revelado.

Essa verdade é profundamente contra cultural. O mundo nos ensina a esconder nossas vulnerabilidades e a buscar força em nós mesmos. Contudo, Deus opera de forma oposta. Quando reconhecemos nossa fraqueza, abrimos espaço para que a força divina se manifeste de maneira evidente.

A frase “meu poder se aperfeiçoa na fraqueza”  não apenas conforta, mas também desafia. Ela nos chama a abandonar nossa autossuficiência e a confiar plenamente na graça de Deus. Essa confiança não é passiva; exige fé ativa e rendição ao propósito divino. Como Paulo declara, ele se gloria em suas fraquezas porque sabe que nelas repousa o poder de Cristo. Essa perspectiva transforma nossa visão sobre dificuldades e limitações: elas deixam de ser obstáculos e passam a ser instrumentos para o agir divino.

Além disso, essa verdade nos lembra que a graça de Deus é suficiente em qualquer circunstância. Não importa quão grande seja nosso desafio ou quão limitada seja nossa força pessoal; Sua graça nos sustenta. Como afirma Tiago 4:10: “Humilhem-se diante do Senhor, e ele os exaltará.” A humildade diante de Deus permite que experimentemos Sua força em nossas vidas.

Tanto na vida de Moisés quanto na experiência de Paulo, aprendemos que a fraqueza humana não é um impedimento para o propósito divino; pelo contrário, é o palco onde Sua glória é mais claramente demonstrada.

Que possamos abraçar nossas limitações como oportunidades para depender mais profundamente de Deus e experimentar Seu poder transformador. Afinal, como Paulo conclui: “Quando sou fraco, então é que sou forte” (II Co. 12:10).

         III.        O Chamado para Confiar na Força de Deus

“Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente na angústia. Portanto, não temeremos, ainda que a terra se mude, e ainda que os montes se transportem para o meio dos mares.” (Sl. 46:1-2)

A história de Moisés e o Salmo 46 convergem em uma mensagem central: a força de Deus é suficiente para sustentar Seu povo, independentemente das circunstâncias. Quando Deus chama Moisés para libertar Israel, Ele não o exalta como herói ou líder nato. Pelo contrário, Deus deixa claro que o sucesso da missão depende exclusivamente de Sua própria força e fidelidade. Essa mesma confiança é ecoada no Salmo 46, onde Deus é descrito como refúgio e fortaleza em tempos de adversidade.

Ao se revelar a Moisés na sarça ardente, Deus demonstra que Sua presença é o verdadeiro poder por trás de qualquer obra divina.

Moisés, um homem hesitante e consciente de suas limitações, é escolhido não por suas habilidades, mas para que o poder de Deus seja manifestado através dele. Esse princípio nos lembra que Deus não busca os fortes ou autossuficientes; Ele escolhe aqueles que reconhecem sua dependência d’Ele. Como afirma o Salmista, Ele é “socorro bem presente na angústia”, pronto para agir em favor daqueles que confiam n’Ele.

Essa confiança em Deus também desafia nossa tendência humana de buscar segurança em nossas próprias forças ou recursos. Assim como Moisés precisou abandonar suas dúvidas e confiar no poder divino, somos chamados a fazer o mesmo em nossas vidas. O Salmo 46:2 nos encoraja a não temer, mesmo diante das maiores instabilidades:  (Sl. . Essa metáfora ilustra que, mesmo quando tudo ao nosso redor parece desmoronar, a força de Deus permanece inabalável.

Além disso, o Salmo 46 nos convida a contemplar as obras do Senhor e reconhecer Sua soberania sobre todas as coisas. “Vinde, contemplai as obras do Senhor, que assolações efetuou na terra. Ele põe termo à guerra até aos confins do mundo, quebra o arco e despedaça a lança; queima os carros no fogo.” (Sl. 46:8-9)

Confiar na força de Deus não apenas nos dá segurança pessoal, mas também glorifica Seu nome. Quando Moisés liderou os israelitas para fora do Egito, cada milagre: das pragas à abertura do Mar Vermelho, apontava para a glória e fidelidade de Deus. Da mesma forma, ao confiarmos n’Ele em nossas lutas diárias, testemunhamos Seu poder ao mundo.

A confiança está em aprender a descansar na soberania divina. “Aquietai-vos, e sabei que eu sou Deus.” (Sl. 46:10) Essa quietude não significa inatividade, mas uma postura de fé e rendição à força divina. Assim como Moisés precisou confiar que Deus cumpriria Suas promessas apesar dos desafios aparentemente impossíveis, somos chamados a aquietar nossos corações e permitir que Ele opere.

O chamado para confiar na força de Deus é um convite à rendição total e à fé inabalável. Não se trata de exaltar nossas capacidades ou minimizar nossos desafios, mas de reconhecer que o poder divino é mais do que suficiente para superar qualquer obstáculo.

Que possamos responder a esse chamado com coragem e humildade, permitindo que a glória de Deus brilhe através de nossas vidas assim como brilhou através da vida de Moisés. Afinal, como declara o Salmo 46:7: “O Senhor dos Exércitos está conosco; o Deus de Jacó é o nosso refúgio.”

Conclusão:

Confiar no poder de Deus, e não em nossas próprias capacidades, é um chamado que nos desafia a abandonar a autossuficiência e abraçar uma vida de dependência total d’Ele. A história de Moisés, somada ao testemunho do apóstolo Paulo, nos ensina que a força divina se manifesta plenamente em nossa fraqueza. Deus não escolhe os mais habilidosos ou fortes, mas aqueles que estão dispostos a reconhecer sua limitação e se render à Sua soberania. Quando colocamos nossa confiança no Senhor, Ele transforma nossos desafios em oportunidades para revelar Sua glória e fidelidade.

Essa confiança não é apenas um conceito teórico; é um convite prático para vivermos com a certeza de que Deus é o nosso refúgio e fortaleza, como declara o Salmo 46. Isso significa enfrentar as incertezas da vida com coragem, sabendo que não estamos sozinhos. Significa também abandonar o medo e a ansiedade, permitindo que o poder de Deus opere em nós e através de nós. Quando escolhemos depender d’Ele, experimentamos uma paz que excede todo entendimento e uma força que vai além do que podemos imaginar.

Agora é o momento de responder a esse chamado divino.

Que áreas da sua vida você ainda tenta controlar com suas próprias forças? Onde você precisa confiar mais em Deus? Seja qual for o desafio que você enfrenta hoje: uma decisão difícil, uma luta interna ou um obstáculo aparentemente intransponível, entregue-o ao Senhor. Renda-se à força d’Ele e permita que Sua graça seja suficiente para você.

O resultado dessa entrega será transformador. Você verá como Deus pode usar até mesmo suas fraquezas para realizar coisas extraordinárias. Sua vida se tornará um testemunho vivo do poder e da fidelidade de Deus, inspirando outros a também confiarem n’Ele. Então, aceite este desafio: abandone suas próprias limitações e confie plenamente na força divina. Quando fazemos isso, descobrimos que, como Paulo declarou, “quando sou fraco, então é que sou forte.”

Que essa verdade seja uma realidade em sua vida a partir de hoje!

Deus te abençoe! 

Pr. Alcir Marinho

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2024

A BUSCA PELA SANTIDADE

“Levantou-se, pois, Josué de madrugada, e, tendo ele e todos os filhos de Israel partido de Sitim, vieram até ao Jordão e pousaram ali antes que passassem. Sucedeu, ao fim de três dias, que os oficiais passaram pelo meio do arraial e ordenaram ao povo, dizendo: Quando virdes a arca da Aliança do Senhor, vosso Deus, e que os levitas sacerdotes a levam, partireis vós também do vosso lugar e a seguireis. Contudo, haja a distância de cerca de dois mil côvados entre vós e ela. Não vos chegueis a ela, para que conheçais o caminho pelo qual haveis de ir, visto que, por tal caminho, nunca passastes antes. Disse Josué ao povo: Santificai-vos, porque amanhã o Senhor fará maravilhas no meio de vós.” (Js. 3:1-5) 

Um dos maiores desafios ao cristão nos dias atuais é buscar a santificação. Contudo ela é imprescindível. Não é opcional. Devemos nos santificar, pois esta é a única forma de nos prepararmos para encontrar com Deus.

A santificação é um processo que começa na conversão e só termina na glorificação. No entanto, nesse processo de busca pela santidade a nossa participação é importante. A decisão de crescer e buscar diariamente uma vida de santidade precisa ser nossa. 

Veja o que a Bíblia diz sobre essa verdade:

“Desejai ardentemente, como crianças recém-nascidas, o genuíno leite espiritual, para que, por ele, vos seja dado crescimento para salvação.” (I Pe. 2:2)

“Segui a paz com todos e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor.” (Hb. 12:14)

“Antes, crescei na graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. A ele seja a glória, tanto agora como no dia eterno.” (II Pe. 3:18) 

Note que essas passagens mostram coisas e escolhas que fazemos, ações que realizamos. Na verdade, Deus de maneira intencional nos dá à oportunidade de participar do nosso processo de crescimento rumo à santificação da nossa vida.

No verso que lemos de Josué 3:1-5, encontramos algumas verdades que podem nos abençoar no processo da busca pela santidade.

O povo de Israel estava no limiar da conquista da terra prometida.

Porém, havia algo que precisava ser buscado para que o povo pudesse conquistar. Antes de conquistar a terra prometida o povo precisava se preparar para tomar posse dela. E a condição primeira era buscar a santidade.

Desta forma, o que podemos aplicar desse verso da palavra de Deus na busca da nossa santidade? O que Deus quer no ensinar hoje?

Destacamos à luz desse verso algumas verdades importantes: 

Buscar a santidade...


1.   É uma ORDEM clara de Deus.            

    “Santificai-vos”. 

Essa ordem divina era para os sacerdotes, para os levitas, para os homens, mulheres e crianças. Todos precisavam se santificar. Com isso aprendemos que todo o povo de Deus deve buscar a santidade.

Santidade não tem idade. Ser santo não é uma opção de vida apenas; é uma ordem clara de Deus que todos devem obedecer sem questionar.

“Santificação é o preço que Deus exige para o nosso crescimento”. Ninguém cresce sem santificação. Sem santificação não existe comunhão com o Pai. Sem santificação nosso relacionamento com Deus fica bloqueado.

Por mais que seja difícil busque viver esse alto padrão de estilo de vida, não desista! Persista e conte sempre com a ajuda de Deus.

Nunca esqueça: “O mesmo Deus que trabalhou por nós na redenção, trabalha em nós na santificação”. 


2.   É uma CONDIÇÃO para EXPERIMENTAR as maravilhas de Deus.

       Santificai-vos, porque amanhã o Senhor fará maravilhas no meio de vós”. 

Com essa palavra Josué acreditava que no outro dia receberiam a vitória do Senhor.

Por isso buscou a santificação antes.

Sem a santificação não acontecem milagres.

Tudo fica difícil quando estamos distantes de Deus. Quanto mais perto estamos do Senhor, mais possibilidades teremos de experimentar o Seu agir.

Homens e mulheres santificados são canais por onde flui o poder sobrenatural de Deus.

A vitória de Israel sobre seus inimigos não seria resultado de seus esforços humanos, mas da intervenção divina. As maravilhas divinas deveriam ser precedidas pela santificação do seu povo. É a santidade que abre o caminho para se viver as maravilhas de Deus. “A santificação da nossa vida precede os milagres que vamos viver”.

Quando o povo de Deus se santifica, Deus opera maravilhas. Pela santificação você verá o que nunca viu e viverá o que nunca viveu. 


3.   É uma EXIGÊNCIA para ser observada HOJE.

    “Santificai-vos, porque amanhã o Senhor fará maravilhas no meio de vós”. 

Se Deus vai fazer maravilhas amanhã e se a condição indispensável para essas maravilhas é a santificação do povo, então, devemos nos santificar hoje. Não podemos adiar essa ordenança divina.

A santificação é para hoje e não apenas para a eternidade. Na eternidade seremos glorificados. Mas, é aqui que começa o processo da santificação. Agora é o tempo de colocarmos tudo sobre o altar e voltarmo-nos para o Senhor de todo o nosso coração.

O melhor momento para começar a fazer uma limpeza geral em nosso coração é hoje! A santificação é o que falta para que milagres aconteçam em sua vida. 

CONCLUSÃO: 

Para santificar-se é preciso aprender uma nova conduta!

Podemos comparar a busca pela santidade com uma estrada em direção a um caminho muito distante. Enquanto você estiver na estrada, então estará no caminho certo e só Deus sabe quando chegará ao destino. Assim, é a santificação, pois devemos ir nesta direção, mas não podemos dizer que já chegamos.

“Irmãos, quanto a mim, não julgo havê-lo alcançado; mas uma coisa faço: esquecendo-me das coisas que para trás ficam e avançando para as que diante de mim estão, prossigo para o alvo, para o prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus. Todos, pois, que somos perfeitos, tenhamos este sentimento; e, se, porventura, pensais doutro modo, também isto Deus vos esclarecerá.” (Fp. 3:13-15) 

Mas o importante é estar no caminho certo e o Caminho é Jesus. “Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim.” (Jo. 14:6)

Para isso precisamos pedir e buscar ajuda de Deus. “Pedi, e dar-se-vos-á; buscai e achareis; batei, e abrir-se-vos-á. Pois todo o que pede recebe; o que busca encontra; e, a quem bate, abrir-se-lhe-á.” (Mt. 7:7-8) 

A santificação deve ser buscada! 

Como filhos amados do Pai, devemos buscar viver uma vida de santidade. A ordem imperativa de Deus para seus filhos é: “sejam santos”. O propósito é que tenhamos o caráter de Deus: “porque Eu sou santo”.

Quero concluir dizendo, para você que já foi salvo por Jesus: a santificação é a sua resposta em obedecer e viver em conformidade com essa nova posição que você conquistou, ou seja, a sua nova vida em Cristo Jesus. Como você tem vivido sua vida cristã? Nesta noite, Jesus quer ajudá-lo a sepultar de uma vez por todas o velho homem que está vivo em você.  Ele quer fazer você experimentar os milagres de uma vida de santidade.

Para reflexão: O que você tem feito para viver uma vida de santidade? Quais são os desafios para viver a santidade em sua vida?

Para oração: Oremos para que o Espírito Santo nos ajude a crescer em santidade.

Para aplicação: Decida romper com aquilo que impede você de viver uma vida de santidade. 

Busque a santificação!


VIVENDO UM NOVO TEMPO

“No ano da morte do rei Uzias, eu vi o Senhor assentado sobre um alto e sublime trono, e as abas de suas vestes enchiam o templo. Serafins estavam por cima dele; cada um tinha seis asas: com duas cobria o rosto, com duas cobria os seus pés e com duas voava. E clamavam uns para os outros, dizendo: Santo, santo, santo é o SENHOR dos Exércitos; toda a terra está cheia da sua glória. As bases do limiar se moveram à voz do que clamava, e a casa se encheu de fumaça. Então, disse eu: ai de mim! Estou perdido! Porque sou homem de lábios impuros, habito no meio de um povo de impuros lábios, e os meus olhos viram o Rei, o SENHOR dos Exércitos! Então, um dos serafins voou para mim, trazendo na mão uma brasa viva, que tirara do altar com uma tenaz; com a brasa tocou a minha boca e disse: Eis que ela tocou os teus lábios; a tua iniquidade foi tirada, e perdoado, o teu pecado. Depois disto, ouvi a voz do Senhor, que dizia: A quem enviarei, e quem há de ir por nós? Disse eu: eis-me aqui, envia-me a mim.” (Is. 6:1-8) 

Deus tem um novo tempo para cada um de nós.

Quando olhamos para nosso presente e vemos as dificuldades que enfrentamos achamos que a fase difícil parece não passar. Mas tudo passa. O tempo de Deus é permanente e eterno. O tempo humano é passageiro.

O profeta Isaías era admirador do rei Uzias, também conhecido como Azarias. No vigésimo sétimo ano de Jeroboão, rei de Israel, começou a reinar Azarias, filho de Amazias, rei de Judá.” (II Rs. 15:1)

Foi ungido rei aos 16 anos de idade. “Todo o povo de Judá tomou a Uzias, que era de dezesseis anos, e o constituiu rei em lugar de Amazias, seu pai.” (II Rs. 14.21)

Mas ele se exaltou em sua prosperidade e desobedeceu a Deus quando queimou, algo que não lhe era permitido fazer, pois era restrito aos sacerdotes. “Mas, havendo-se já fortificado, exaltou-se o seu coração para a sua própria ruína, e cometeu transgressões contra o SENHOR, seu Deus, porque entrou no templo do SENHOR para queimar incenso no altar do incenso.” (II Cr. 26:16) 

A consequência foi uma lepra e a morte do rei, trazendo um tempo de decadência para o povo.

O ano da morte do rei Uzias foi um tempo muito difícil, mas quando Isaías entrou no templo, viu a glória de Deus, foi transformado e enviado para cumprir seu chamado profético.

Como viver o novo tempo de Deus?

Vamos refletir como o profeta Isaías descobriu o novo tempo que Deus preparou para ele:

 

             I.        Tempo de ver a Glória de Deus:

“No ano da morte do rei Uzias, eu vi o Senhor assentado sobre um alto e sublime trono, e as abas de suas vestes enchiam o templo. Serafins estavam por cima dele; cada um tinha seis asas: com duas cobria o rosto, com duas cobria os seus pés e com duas voava. E clamavam uns para os outros, dizendo: Santo, santo, santo é o SENHOR dos Exércitos; toda a terra está cheia da sua glória. As bases do limiar se moveram à voz do que clamava, e a casa se encheu de fumaça.” (Is. 6:1-4) 

O Profeta Isaías descobriu que aquele tempo difícil, na verdade seria o momento para que a glória de Deus se manifestasse.


a)    Entrar no templo:

“No ano da morte do rei Uzias, eu vi o Senhor assentado sobre um alto e sublime trono, e as abas de suas vestes enchiam o templo.” (Is. 6:1) 

A primeira atitude de Isaías ao ver o caos social, foi buscar a presença do Senhor no templo. Ali seria o lugar certo para recomeçar tudo. Hoje o santuário de Deus somos nós e devemos buscar a Deus de todo o coração. “Não sabeis que sois santuário de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós?” (I Co. 3:16) 


b)    Adorar a Deus:

“Serafins estavam por cima dele; cada um tinha seis asas: com duas cobria o rosto, com duas cobria os seus pés e com duas voava. E clamavam uns para os outros, dizendo: Santo, santo, santo é o SENHOR dos Exércitos; toda a terra está cheia da sua glória.” (Is. 6:2-3) 

O ambiente que Isaías presenciou foi de louvor e adoração dos anjos cantando ao Senhor. O louvor liberta e alegra. Quando adoramos em Espírito, Deus se faz presente em nossas vidas e muda todas as coisas. (Jo. 4:24) 


c)    Ver o Agir de Deus:

“As bases do limiar se moveram à voz do que clamava, e a casa se encheu de fumaça.” (Is. 6:4) 

Quando o profeta entrou na casa de Deus, foi surpreendido pela glória do Senhor enchendo o templo. Não conseguiu fazer nada mais do que apenas contemplar o poder de Deus.

Quando confiamos no Senhor aprendemos a viver na dependência do Senhor vendo o seu poder se manifestar. “Não temais; aquietai-vos e vede o livramento do SENHOR que, hoje, vos fará; porque os egípcios, que hoje vedes, nunca mais os tornareis a ver.” (Êx. 14:13) 

Aquele tempo caótico se tornou o momento em que Isaías viu a glória de Deus.

Do mesmo modo em nossas crises podemos entrar no templo na presença do Senhor em adoração e contemplar o agir de Deus com sua poderosa mão sobre nós. “Ainda antes que houvesse dia, eu era; e nenhum há que possa livrar alguém das minhas mãos; agindo eu, quem o impedirá?” (Is. 43:13)

Este é o tempo de ver a glória de Deus! 

            II.        Tempo de Transformação:

“Então, disse eu: ai de mim! Estou perdido! Porque sou homem de lábios impuros, habito no meio de um povo de impuros lábios, e os meus olhos viram o Rei, o SENHOR dos Exércitos! Então, um dos serafins voou para mim, trazendo na mão uma brasa viva, que tirara do altar com uma tenaz; com a brasa tocou a minha boca e disse: Eis que ela tocou os teus lábios; a tua iniquidade foi tirada, e perdoado, o teu pecado.” (Is. 6:5-7) 

O profeta Isaías, após ser impactado pela glória de Deus passou a olhar para si mesmo e por isso entendeu que precisava de uma transformação em sua vida. 


a.    Arrependimento:

“Então, disse eu: ai de mim! Estou perdido! Porque sou homem de lábios impuros, habito no meio de um povo de impuros lábios, e os meus olhos viram o Rei, o SENHOR dos Exércitos!” (Is. 6:5) 

Após entender a santidade de Deus entoada no louvor dos anjos, o profeta Isaías sente que é pecador e se arrepende de seus erros, confessando ao Senhor. Quando passamos por tempos difíceis, temos a tendência de culpar os outros, mas precisamos reconhecer nossas próprias faltas e nos corrigir com Deus. 


b.    Fogo do Espírito:

Então, um dos serafins voou para mim, trazendo na mão uma brasa viva, que tirara do altar com uma tenaz.” (Is. 6:6) 

Quando Isaías confessou o pecado, um dos serafins pegou uma brasa de fogo no altar para queimar os lábios dele. Este fogo representa o poder do Espírito Santo em sua vida para lhe purificar e capacitar para o chamado profético que Deus lhe deu. 


c.    Perdão:

Com a brasa tocou a minha boca e disse: Eis que ela tocou os teus lábios; a tua iniquidade foi tirada, e perdoado, o teu pecado.” (Is. 6:7) 

O anjo declarou para Isaías que estava perdoado de seus pecados e agora estava livre para servir ao Senhor. A culpa prende e impede de prosseguir, mas o perdão traz liberdade e paz. 

Os tempos de provações são oportunidades para mudar nossas vidas. Somos moldados e levados ao fogo para ser preparados para receber sua bênção. Antes de Deus mudar as coisas ao nosso redor, primeiro quer mudar nossas vidas, o nosso interior.

Este é um tempo de transformação!

           III.        Tempo do Chamado de Deus:

“Depois disto, ouvi a voz do Senhor, que dizia: A quem enviarei, e quem há de ir por nós? Disse eu: eis-me aqui, envia-me a mim.” (Is. 6:8) 

Após descobrir que aquele era o tempo de ver a glória de Deus e de ser transformado pelo Senhor, agora Isaías recebe um chamado profético. 


A.   Ouvir a voz do Senhor: 

A primeira coisa que acontece na vida de um profeta é ouvir a voz de Deus. Não pode falar de algo que não ouviu, mas torna-se responsável por transmitir o que ouve. Isaías ouviu a voz Divina e foi impactado pela mensagem espiritual que seria incumbido. “Então, disse ele: Vai e dize a este povo: Ouvi, ouvi e não entendais; vede, vede, mas não percebais. Torna insensível o coração deste povo, endurece-lhe os ouvidos e fecha-lhe os olhos, para que não venha ele a ver com os olhos, a ouvir com os ouvidos e a entender com o coração, e se converta, e seja salvo. Então, disse eu: até quando, Senhor? Ele respondeu: Até que sejam desoladas as cidades e fiquem sem habitantes, as casas fiquem sem moradores, e a terra seja de todo assolada.” (Is. 6:9-11) 

Se você está vivendo um tempo difícil, apenas se coloque diante de Deus para ouvir a sua voz em seu coração. 


B.   Ser conduzido por Deus: 

A partir daquele encontro com Deus, a vida do profeta Isaías seria conduzida pela direção do Senhor para sua vida. Deveria ir onde o Senhor o guiasse por mais difícil que pudesse ser. Deixe Deus conduzir a sua vida através do sopro do Espírito Santo. “O vento sopra onde quer, ouves a sua voz, mas não sabes donde vem, nem para onde vai; assim é todo o que é nascido do Espírito.” (Jo. 3:8) 


C.   Obedecer à vontade de Deus: 

Isaías descobriu que Deus está acima de tudo e que sua vontade é soberana, passando a aceitar o que Deus tinha para ele, tornando-se obediente a tudo o que Deus lhe falasse. Se Deus te deu um chamado, obedeça ao propósito de Deus para sua vida e seja feliz na presença do Senhor.

“E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.” (Rm. 12:2) 

O tempo mais difícil da vida de Isaías se tornou o seu chamado para o ministério profético. A partir dele foi anunciado o plano de Deus para o seu povo. Em momentos difíceis de nossas vidas Deus proporciona oportunidades novas para nos usar e mostrar seu poder.

Este é um tempo do chamado de Deus para sua vida!

Deus tem um novo tempo para você! 

A partir daquele dia Isaías passou a proclamar o novo tempo de Deus para o povo, como ano aceitável, entendendo que cada crise é uma oportunidade para o agir sobrenatural de Deus.

“O Espírito do SENHOR Deus está sobre mim, porque o SENHOR me ungiu para pregar boas-novas aos quebrantados, enviou-me a curar os quebrantados de coração, a proclamar libertação aos cativos e a pôr em liberdade os algemados; a apregoar o ano aceitável do SENHOR e o dia da vingança do nosso Deus; a consolar todos os que choram.” (Is. 61:1-2) 

Deus tem um novo tempo para sua vida, mas será necessário parar de olhar problemas e contemplar a glória de Deus, aceitar ser transformado para que você também seja renovado e então receber o chamado do Senhor para cumprir a Sua vontade.

Aceite o tempo de Deus para sua vida! 

Amém!!!

segunda-feira, 12 de fevereiro de 2024

CARNAVAL: CULTO A SATANÁS


“Porque os que se inclinam para a carne cogitam das coisas da carne; mas os que se inclinam para o Espírito, das coisas do Espírito. Porque o pendor da carne dá para a morte, mas o do Espírito, para a vida e paz. Por isso, o pendor da carne é inimizade contra Deus, pois não está sujeito à lei de Deus, nem mesmo pode estar. Portanto, os que estão na carne não podem agradar a Deus.” (Rm. 8:5-8) 

É com tristeza e pesar que vejo a nossa nação parar todos os anos a fim de se dedicar às práticas carnavalescas. Digo com tristeza, porque sei que estes dias não são apenas de festa, mas de culto a Satanás. O Brasil oferta ao inferno um profundo louvor nestes dias de feriado dedicados a toda espécie de paixão carnal. 

Não estou exagerando. O carnaval não é apenas uma festa. Suas origens são satanistas. Seus elementos, sem exceção, ofendem a santidade e o Nome do Senhor. Todavia, muitos não sabem que estão cultuando, homenageando o Príncipe das Trevas durante estes feriados malditos. Propaga-se que esta é uma festa da alegria. E, o raciocínio do mundo é: “o que tem de mau buscar momentos de alegria e descontração?” O problema é que a fonte dessa alegria não é Deus, mas as paixões carnais.

Apesar de toda a propaganda que é feita nessa época no sentido de que o carnaval é uma festa de amor, alegria e paz, a verdade é que nas comemorações do carnaval há muita briga, agressões e mortes. O saldo de violência só não é pior porque o poder público desloca milhares e milhares de policiais para os circuitos do carnaval, a fim de conter a violência. Ora, uma festa de amor, paz e alegria não deveria precisar da polícia para conter os ânimos dos carnavalescos. 

Segundo os historiadores, o carnaval teve suas origens no Antigo Egito, como uma celebração à deusa Isis. Os gregos adicionaram às comemorações o sexo e a bebedeira em louvor ao deus Dionísio. Os romanos rechearam toda essa podridão infernal com as bacanais e toda espécie de luxúria carnal que marcavam tais ‘festas’. 

Não preciso dizer que o cristianismo não tem qualquer parte nisso. As práticas pecaminosas e idólatras dessas comemorações são e sempre serão contrárias à Santidade do nosso Deus. No entanto, a fim de trazer tais cultos rituais à sociedade ‘cristianizada’, (mas que de Cristo não tem nada), da Idade Média e Moderna, Satanás cuidou de lhes retirar o caráter místico, introduzindo-os na cultura dita cristã como uma festa, um festejo, um momento de alegria. Como? Coube ao Papa Paulo II, no século XV) adicionar nas comemorações as festas de máscaras, com um tom de inocência e brincadeira, bastante disfarçado, como, aliás, é típico do dono e senhor desta festa, o enganador da humanidade: Lúcifer. 

Os elementos do carnaval que se comemora hoje, em pleno século XXI, são os mesmos do passado: música, bebedeira, sexo livre e toda sorte de imoralidade. Apenas o seu aspecto de culto foi obscurecido da maioria, que não enxerga que está em pleno ritual de adoração a Satanás. Nas cidades brasileiras onde o carnaval é comemorado em peso, há toda uma preparação ritualista relacionada com o ocultismo, com invocação de entidades espirituais das trevas. 

É lastimável ver o nosso país parar a fim de prestar esse culto a satanás e à carne. Como Igreja do Senhor nos entristecemos por tantos que oferecem os seus corpos, com mais avidez, a toda sorte de pecados. É uma festa de desonra à santidade de Deus. E a cada ano vemos nos noticiários que ela tem se tornado pior, mais agressiva ao Senhor, mais blasfema, mais carnal. 

O carnaval é uma figura da vida do homem sem Deus: um ano inteiro de preparativos, muita cor, luz, entusiasmo, para terminar na quarta-feira de cinzas, retornando à triste realidade da falta de paz, de dinheiro, de amor, da miséria material e espiritual que domina grande parte do nosso povo. 

Jesus é digno de toda adoração. Satanás busca usurpar esta adoração. Sempre foi assim. É lamentável o carnaval. É lamentável esses feriados. É lamentável que as chaves das principais cidades deste país são simbolicamente entregues ao Inimigo de Deus. Crianças, jovens e velhos: todos são envolvidos nesse culto. Há espaço para todos, ricos, pobres, todos, todos mesmos são conclamados a prestar o seu louvor. 

Como Igreja do Senhor Jesus queremos proclamar que nosso louvor pertence a Jesus. Nossos corpos são o templo do Seu Espírito. Nossos lábios são instrumentos com os quais louvamos e bendizemos o Seu Nome. Um dia, todo o joelho se dobrará diante de Jesus e toda língua confessará que Ele é o Senhor. (Fp. 2:9-11) Hoje, a Igreja é o testemunho do Senhor na Terra e desde já vive para confessar o senhorio de Cristo e engrandecer o Seu Nome. 

Clamamos ao Senhor que liberte os nossos compatriotas do domínio de Satanás e que muitos venham a receber a grande Salvação que há em Cristo Jesus, pois, “onde abundou o pecado, superabundou a graça.” (Rm. 5:20) 

Irmãos em Cristo Jesus não caiam neste engodo!

Deus detesta o carnaval. 

Pr. Alcir Marinho